Inocente Feiticeira - Hannah Howell título original: Highland Fire autor: Hannah Howell
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» sinopse Escócia, 1400 Um encontro inesperado... Um desafio ao perigo... Uma paixão avassaladora! Lançada ao mar durante um naufrágio, Moira vai parar numa praia rochosa da Escócia, apenas com a roupa do corpo e a companhia do misterioso desconhecido que a ajudou a se salvar. Apesar do ambiente hostil, Moira não consegue resistir ao charme daquele homem, que lhe desperta uma atração poderosa e um desejo avassalador. Mas será prudente confiar sua vida... e seu coração... àquele sedutor que ela mal conhece? Tavig MacAlpin é um homem condenado. Acusado de um crime que não cometeu, sua fuga é frustrada quando seu caminho cruza com o da bela Moira Robertson. Tavig precisa levar adiante a busca por justiça, mas o destino o uniu àquela linda jovem escocesa que despertou seu desejo... Um desejo que poderá colocá-lo frente a frente com o perigo, pois Moira tem poderes paranormais e é considerada suspeita de praticar bruxaria... Tavig, porém, também tem seus próprios poderes, e sabe, sem sombra de dúvida, que aquela mulher é o seu futuro... Prólogo Costa noroeste da Escócia, agosto de 1400 — Minha ousadia não merece um sorriso seu, bela jovem? Moira relanceou o olhar ao homem que se dirigia a ela, sem pedir licença. Andava espreitando-a desde que subira ao navio, três dias antes. A perversa Annie, sua guardiã, havia resmungado algo contra o cavalhei¬ro e prevenido Moira de que deveria evitá-lo. O que não era fácil, numa embarcação relativamente peque¬na e abarrotada. Ele a inquietava com seus cabelos negros estriados por faixas grisalhas. A cintura, longe de ser fina, repuxava o gibão, e o casaco curto como era usado pelos homens em geral. Além disso, exibia uma cerrada bar¬ba negra e, na cabeça, um chapéu de aba tão baixa que quase velava os olhos. Tudo nele indicava uma pessoa além da meia-idade e pouco asseada. Contudo Moira notara alguns deta¬lhes que contradiziam tal imagem. As mangas justas do rico gibão escuro revelavam braços fortes. A cal¬ça preta, sugeria pernas longas e bem proporcionadas. A voz soava firme e profunda, como a de um jovem, e ele se movia com uma graça que desmentia tanto a possível maturidade quanto o excesso de peso. Ao ser abordada, convenceu-se de que ele não era quem aparentava. Tal percepção apenas a tornou mais nervosa. Olhou ao redor, em busca de Annie, e ficou aborrecida ao ver a enrugada mulher conversando com um marinheiro igualmente envelhecido. — Ela se cansará de repreender você e logo a dei¬xará livre. — comentou o cavalheiro. — Creio que vou me juntar a ela. — Moira suspirou com suavidade e foi tomada de espanto quando o ho¬mem segurou-lhe a mão. — Veja, senhorita, não acredito que queira arrui¬nar a chance de a velha megera praticar um pouco de amor, certo? Moira chocou-se com essas palavras. A idéia de Annie fazendo amor era quase tão perturbadora quan¬to o toque forçado daquele estranho. Ele começou a rir, depois franziu a testa. Parecia perceber o temor que ela tentava esconder. A preceptora a havia ensinado a ter medo dos homens. Era injusto, mas no momento em que o estranho prendeu-lhe a mão, ela teve vontade de desferir um tapa como reação. — Ah, minha pobre criança, você nada tem a temer do velho George Fraser. Desagradou-a ser chamada de criança. Por isso, livrou seus dedos com um puxão. | ||||||||||
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